Não tem que agradar ao dono, ao político, a nós mesmos. Tem que agradar ao público. (Ricardo Kotscho)

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sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

A seleção do Brasileirão, série "A" de 2009 na opinião do JQ

Goleiro: 
Viáfara (Vitória)
Lateral Direito: 
Vitor (Goiás)
Zagueiros: 
Ronaldo Angelin (Flamengo)
Leandro Eusébio (Goiás)
Lateral Esquerdo:
Junior Cesar (São Paulo)
Volantes:
Guinazú (Internacional)
Souza (Grêmio)
Armadores:
Conca (Fluminense)
Marquinhos (Avaí)
Atacantes:
Val Baiano (Barueri)
Adriano (Flamengo)

Destaques: Ruan, Leo Moura, Petkoviv (Flamengo), Iarley (Goiás), Elias (Corínthians), Pierre (Palmeiras), D´Alessandro (Internacional), Paulo Bayer (Atlético Paranaense), Marcelinho Paraíba (Coritiba), Nunes (Avaí)

O Craque: Ruan (Flamengo)
O gol mais bonito: Nilmar (Internacional)
Melhor técnico: Silas (Avaí)
Clube surpresa: Avaí
Clube decepção: Santos

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

O delinquente

Eis aí as drogas:
- Dopa teus sentimentos.
Eis aí o automóvel;
- Dirige a tua sorte.
Eis aí o telefone:
- Liga pra tua dignidade.
Eis aí o revólver:
- Mata a tua sede.
Eis aí o relógio:
- Marca as tuas vítimas.
Eis aí o jornal:
- Leia a tua sina.
Eis aí a caneta:
- Escreve o teu futuro.
Eis aí o lixo:
- Joga nele a tua consciência.
Eis aí as chaves:
- Tranca a tua liberdade.
Eis aí o dinheiro:
- Compra a tua morte.

Evangival Paranhos Manga

Dez na bola, zero na escola

É realmente impressionante, já desde o ano passado, em pleno 2008, (e olha que nem sequer, ainda não havia terminado as eliminatórias), e o povo brasileiro, empolgado, já pensava e sonhava com a copa do mundo de 2010, em junho, na África do Sul, em torcer doentiamente e com bravura, e fazer da seleção brasileira a número ‘1’ do futebol mundial. “Que maravilha!!!”

A cada quatro anos, o povo vive um intenso clima de euforia e fervor futebolístico “cívico”, com a doce perspectiva de levantar mais um título, ou melhor, mais um caneco, no linguajar popular. Que emocionante!!!. Como se a seleção fosse tudo na vida, pagasse as contas, enchesse barriga, trouxesse educação, saúde, segurança e emprego a todos.

De um lado, o futebol, a face milionária e vitoriosa de um Brasil sofrido, assaltado e infeliz, de outro, a política suja, individualista, perversa e irresponsável que em nada tem contribuído para eliminar ou até mesmo reduzir os altíssimos e vergonhosos indicadores de país subdesenvolvido.

O futebol é a grande paixão do nosso povo, razão de auto-afirmação, glória e orgulho. Que romântico!!!. Muito, muito e muito mais do que no futebol, na educação, sim, é que deveria ser assim, mas infelizmente não é. O futebol entusiasma, emociona, já a educação não, e apesar de fundamental importância para o desenvolvimento, não desperta um mínimo sequer de interesse na alma e no coração do brasileiro, não emociona, não empolga, ninguém veste a sua camisa, não tem mídia, e muito menos torcidas organizadas, e a sua lamentável e catastrófica situação não sensibiliza nem provoca (nem de longe) a mesma indignação e revolta que se sente após uma derrota da seleção na copa, ou até mesmo num simples amistoso.

A grande maioria dos brasileiros não se conforma se o seu time perde uma partida, um campeonato, então, nem pensar, Ave Maria!!! mas se conforma facilmente quando muitas vezes, até, não consegue uma vaga para o filho na escola pública.

Tais fatos explicam o contraste entre bola e escola, de um país ser pentacampeão no futebol e um dos piores (lanterninha) no ranking mundial em desenvolvimento escolar. Que vergonha!!! Investir na educação mesmo sendo um investimento á longo prazo, é certamente a forma mais eficaz e precisa para reduzir a pobreza e a distância quilométrica da desigualdade social.

O futebol, no entanto, é apenas um jogo de noventa minutos, onde também campeia e prolifera as armações, as mutretas, é imprevisível e ás vezes injusto, pois, nem sempre vence o melhor, proporciona prazer e alegria, também gozações, desafetos e até mortes, onde jogadores, a maioria deles pernas-de-pau, dirigentes, muitos deles corruptos e empresários que nada entendem de futebol, ganham fortunas, enquanto na educação, que proporciona tudo de bom, paz, cultura, conhecimento e emprego, professores, verdadeiros heróis, ganham um suado, humilhado e minguado salário de fome.

10/03/2009


EVANGIVAL PARANHOS MANGA