Evangival Paranhos Manga
“Há que endurecer-se, mas sem jamais perder a ternura.” Você já ouviu esta frase? Você já ouviu falar em Ernesto Guevara Lynch de La Serna? Provavelmente não. Pois é o CHE – sem dúvida o maior mito de todos os séculos – e certamente, nada sabe ou pouco sabe sobre a sua fascinante história.
Há precisamente 40 anos, este argentino de Rosário, nascido em 14 de maio de 1928, de família esquerdista e classe média, que sofria de asma, médico, um aventureiro nato, rodou seu país inteiro numa bicicleta a motor e anos depois saiu de moto durante 8 meses pela América do Sul com um amigo, foi ai então que começou a despertar o Che, obstinado, viciado em leitura, lia Freud, Karl Marx, Aldous Huxley, os filósofos socialistas: José Mariátegui e Rosa Luxemburgo, entre outros, um marxista roxo, e com a sua fé, larga tudo, a família, mãe, pai, mulher, filhos, amigos, enfim, e parte com determinação e bravura para liderar uma revolução histórica, a que resultaria na libertação de Cuba, e que marcaria também a história da humanidade.
Do grupo guerrilheiro era o melhor aluno, símbolo de luta, resistência e solidariedade, sonhava com a justiça social, altamente respeitado e até admirado pelos próprios inimigos.
Adeptos de todo país andavam quilômetros até Sierra Maestra, quartel general dos rebeldes, para aderirem a guerrilha.
Che foi um verdadeiro líder, exemplar, estava sempre alerta na linha de frente dos confrontos e quando preciso, destemido, partia loucamente em direção ao fogo inimigo para resgatar colegas baleados e ou agonizantes, sempre foi tratado como um herói, defensor ferrenho dos fracos e oprimidos.
Che não tinha descanso, quando não estava em combate, tratava dos doentes no acampamento e ainda dava aula de tiro e ensinava alguns colegas a ler e a escrever. Dizia: “Só queremos homens alfabetizados, quem não sabe ler e escrever não nos serve, são facilmente enganados.”
Sua imagem continua visível em todo lugar, tatuagens em peitos, braços, pernas de pessoas comuns e celebridades como: Gisele Bündchen, Maradona, Mike Tyson, entre outros, em pôsteres, quadros, camisetas, adesivos em carros, etc, em toda a parte do mundo, é a fotografia mais reproduzida de todos os tempos, e jamais será superada.
No momento de sua execução, o Tenente Terán, apresentava-se muito nervoso com o fuzil na mão. Mas Che o encorajou: “Fique calmo e aponte bem! Você vai matar um homem”, Terán fechou os olhos e disparou, nesse dia, 09 de outubro de 1967, na Bolívia aos 39 anos morria o guerrilheiro, e nascia o mito CHE, aliás, mais que um mito, uma divindade.
A revista veja 2088, fez algumas distorções sobre a sua verdadeira história, será porque ele era Argentino?
