Não tem que agradar ao dono, ao político, a nós mesmos. Tem que agradar ao público. (Ricardo Kotscho)

Você acha que as pessas de bem de Maragojipe devem entrar para a política?

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sexta-feira, 31 de dezembro de 2010




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quinta-feira, 8 de julho de 2010

Mais Poêsias

Jornal “O Quelembe”

Evangival Paranhos

TALINE
Bela, como a mais bela flor!
Obra prima do Criador!
Jóia rara da “Natureza Divina”
Lapidada em forma de menina.

Imensa, a alegria minha,
A felicidade já me possui,
A mãe, nunca foi rainha,
Rei, eu também nunca fui,
Mas Taline é uma princesinha.

Singela, dócil menininha,
Verdade que ninguém argúi,
“Louco varrido”, eu sei que fui,
Como também a mãe, Aninha,
Por não termos feito antes
A nossa adorável filhinha.

Obrigado, Ó mãe natureza!
Divino Espírito Santo, nosso Senhor!
Por nossa saudável filhinha,
Nosso lindo sonho de amor!


CUIDADO, AMAZÔNIA!
Evangival Paranhos

Eu não te falei, Amazônia!
O homem é por demais desumano,
Insensível, venal e miserável,
E o seu azar é tão incalculável,
Quanto ás águas do oceano.

Poderia ainda estar forte,
Virgem, protegida, bem feliz,
Se tivesse a divina sorte
De ter nascido em outro país.

Amazônia,
O teu corpo é imenso e belo,
E essa imensidão é coisa rara.
A tua morte, ah! Nos mata.
A tua mata, doenças sara.


Cuidado, Amazônia! Para que:
Teus animais não morram de medo,
Teus frutos não morram de fome,
Tuas águas não morram de sede,
Tuas matas não morram em silêncio,
Tuas árvores não morram asfixiadas.
CUIDADO, AMAZÔNIA!!!



LUZ VERDE
Evangival Paranhos

Luz verde,
Magnífico panorama ecológico!
Verde nos bosques, horizontes,
Verde água, verde cana, verde exótico.

Verde no mar e na sinaleira,
Verde no verde é periquito na palmeira,

Verde das folhas, dos frutos, do dólar,
Verde dos teus olhos “oliva”,
Olhos que tanto me cativa.

Verde da esmeralda radiante,
Do limo, e da imaturidade,
Verde é a sabedoria do ignorante.

Notícia verde, chamam de “furo”
Jogo o verde, pra colher maduro.
Sobre o verde, estou seguro:
-Não veremos tanto no futuro.

Verde do fel, da relva, da hortelã,
Da fome, do Exército, da esperança,
Verde é todo dia quando de manhã,
Verde também, é toda criança.



PONTOS DE INTERROGAÇÃO?
Evangival Paranhos

Ás vezes, paro e penso...
Confesso, fico meio tenso.
Respostas concretas procuro,
E não encontro, juro!
Quando me pergunto inseguro:

Porque o mar é tão imenso?
Qual será o nosso futuro?
Podemos confiar no censo?
E este ar que respiramos é puro?
Alguém ainda usa lenço?
Há quem não come ravióli?
Quem pichou aquele muro?
Quem não gosta de rocambole?
Se o rico não chamamos de mole...
Como chamar o pobre de duro?



VENTO, CHUVA, LUA E SOL
Evangival Paranhos

VENTO, que venha o vento!
Todos os tipos de vento.
Aliseu, de baixo, largo, alisado,
Etésio, de feição, geral, travado.
Venha do sul ou do norte,
Silencioso ou barulhento,
É meu fraco, Faz-me forte!
Deixa-me calmo e lento.
Que venha o mais breve
Traga a minha sorte,
Alivie a dor do corte
E que nunca faça greve.
Também não se importe:
- Se, ou não agüento,
Se eu ficar bem leve
E rolar como rola a neve.
Falar mal do vento?
Não há argumento,
Quem se atreve?

CHUVA, que venha a chuva!
Qualquer tipo de chuva.
Orográfica, de relevo, frontal,
Chuvada, chuvisco, ciclonal,
Chuva de convecção, criadeira.
Venha de qualquer maneira,
Rodopiando ou em cachos,
Em linha reta ou em curva.
Engorde rios, lagos, riachos.
Deixe toda a paisagem turva,
Venha torrencial e atrevida,
Regando flores, matando sede,
Tingindo os campos de verde.
E não fique aborrecida:
- Se me molhar e deixar gripado.
Ah! Pra terra ressequida,
Cairá como uma luva.
Se habilita, oh! Suicida.
Lutar contra a chuva.

LUA, que venha a lua!
Em qualquer fase sua.
Lua-cheia ou quarto-crescente,
Lua-nova ou minguante.
Venha como sempre, atraente,
Dócil, meiga e bem brilhante,
Livre, espontânea e nua
Desafiando as luzes da rua.
Que fique por toda a madrugada,
Também não fique chateada
Na hora da despedida.
Quando pelo sol, for rendida,
Tão logo chegue a alvorada.
È incalculável a sua beleza,
Como também a sua abrangência.
Nem o ignorante por excelência,
Nem o que tem a alma crua.
Ninguém se atreve, falar mal da lua.

SOL, que venha o sol!
Nas quatro estações.
Com suas lúcidas variações,
Pela manhã e pela tarde,
Pouco importa se arde,
Venha portentoso e abrangente,
Que venha até inclemente,
Seque roupas, e não se esqueça:
- Toda a natureza aqueça,
Não se preocupe com nada,
Quando levante ou poente
Ou quando estiver bem ardente
E deixar minha pele queimada.
Prá mim, é indiferente.
O bronze um dia desbota,
Certamente a praia lota.
Imagina, ser contra o sol.
Quem é o idiota?



INFINITAMENTE, JESUS!
Evangival Paranhos

JESUS, JESUS, JESUS!
Um pouco de raio de luz.
Iluminai nossos caminhos, nos conduz
A encontrar a paz
Que tanto bem nos faz.
Oh! JESUS, JESUS, JESUS!
Que somente o bem produz.
Vigiai sempre nossos passos
Com seus olhos infinitamente azuis!
JESUS, JESUS, JESUS!



CITAÇÕES
Evangival Paranhos
A única vantagem do pobre para o rico, é que o pobre
Pode detectar facilmente os amigos de coração – já o rico, não.



VENTURAS DE VIDRO ( TUDO COM V)
Evangival Paranhos

Vou vivendo e versejando,
Varrendo as vidas de Vanda e Vânia.

Vanda, a vênus de Verona,
Venusta, vaidosa, viripotente,
Verbena vistosa, de vida vadia, vaga,
Vive visivelmente à voga,
Viajando, velejando, voando...
Veste vestido volante de viscose vinho e violeta.
Vernal, vestal, de vasto valor,
Virtualmente virgem, verde.
Vanda é valsa, versos, violino e verão,
Vende vigor, de valiosíssimo visual.
Vive em Viena e vai de Vectra, veranear em Varna.

Vânia, viúva valente,
Vedete vulnerável, venenosa,
Voraz varoa, de voz vibrante,
De vasta visão e vivência,
Veste vestido de veludo verde e vermelho.
Vânia é vulgar, volúpia viril,
Vulva, veias, vagina, virilha,
Ventre venal, viço venial,
Varias vezes volátil ao veloz e vigoroso vento.
Vive em Valência, Venezuela
Vai de Voyage veranear em Veneza.

Vanda e Vânia, vão vivendo
Verdadeiras venturas de vidro.


Algumas dessas poesias residem no
Livro: INCERTEZA ABSOLUTA.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Poemaço

Evangival Paranhos Manga


Meu destino eu mesmo traço,
Risco sempre no Compasso.
Numa folha de papel almaço.
Meu cavalo é tipo pingaço,
Trago comigo preso no laço,
Tem o porte, a cor e o passo
Do formoso cavalo alazão.

Procuro nesta vida um espaço,
E se acho, logo, logo abraço.
Nunca caio em descompasso.
Tanto planto, quanto pesco e caço.
Sou decente e nunca devasso
Sou pintor como Picasso
Só que minha tela é este chão.

Sou de carne e osso, e não de aço,
Estamos em pleno mês de março.
Ó meu Deus! O que faço?
O vento aqui é tão escasso,
O sol é forte, ardente e baço,
Não agüento mais este mormaço
Que faz neste meu sertão.

Sou igual a compadre Tasso,
Não sou de briga, nem pirraço,
Mas, se vierem fazer-me de palhaço,
Não hesito, de imediato rechaço.
Como Lampião, O Rei do Cangaço,
Respondo na base do panaço
Não é a toa que ando com o facão.

Só saio mesmo do embaraço,
Quando me deito no regaço
E descanso o meu cansaço.
Do pão quero apenas um pedaço,
Da cana o gostoso melaço,
Água bebo numa cuia de cabaço,
Depois canto uma canção.

Com o meu sapato sem cadarço,
Que mais parece um argaço,
O chão piso, o chão amasso...
Meu corpo jamais ficou lasso,
Eu estaria num total fracasso
Sem a força deste braço
E a fé deste bravo Coração.

Saborosa existência

Evangival Paranhos Manga 

Por que este olhar de dúvidas?
Por que pensas tanto?
Teus pensamentos irrequietos
Podem estar equivocados.
Saia desta incerteza crônica,
A qual está mergulhada.
Tens doçura interior, alma serena,
Beleza acesa, corpo escultural,
Sorriso celestial, força incontida.
Uma invejável contextura.
Além da remota idade
E o esplendor da sapiência
Vasta e sóbria, ávida por viver,
Conhecer, expandir-se...
Então, pra que esta ânsia furiosa
Em descobrir se a vida é boa ou ruim.
Olha, viva intensamente o momento
Saboreando esta sua gostosa existência.
Afaste-se urgentemente
deste mar agitado de tolas incertezas.

Planeta Mulher

Evangival Paranhos Manga


Teu fascinante sorriso vem das Estrelas.
Derramando fagulhas coloridas pelo ar.
De Júpiter vem o teu irresistível olhar.
Numa real simetria com a lua prateada.
Por entre a vasta galáxia hidrogenada.

A tua venusta cor, vem lá de Netuno,
A força, a fé , a esperança, de Marte.
De Urano, a sapiência e a doce arte,
Vem em meio a bastante gases venenosos
E radiantes gametas altamente luminosos.

Vem de Plutão, a tua voz pura, acetinada.
Macia, a ecoar pela lei da gravidade.
E, bailando, flutuando na cósmica camada,
Vem de Mercúrio a tua humilde vaidade.

De Venus, vem a beleza rara, sem igual.
Tua formosura dispensa qualquer axioma.
Lá de Saturno, vem o teu agradável aroma,
Perfumando, assim, todo o espaço sideral.

Mulher de incalculável esplendor,
Causa eclipse por onde quer que vá.
Fonte inesgotável de beleza, luz e calor.
Aqui na Terra vive sempre a encantar.

segunda-feira, 1 de março de 2010

CHE – O INIGUALÁVEL

Evangival Paranhos Manga

“Há que endurecer-se, mas sem jamais perder a ternura.” Você já ouviu esta frase? Você já ouviu falar em Ernesto Guevara Lynch de La Serna? Provavelmente não. Pois é o CHE – sem dúvida o maior mito de todos os séculos – e certamente, nada sabe ou pouco sabe sobre a sua fascinante história.

Há precisamente 40 anos, este argentino de Rosário, nascido em 14 de maio de 1928, de família esquerdista e classe média, que sofria de asma, médico, um aventureiro nato, rodou seu país inteiro numa bicicleta a motor e anos depois saiu de moto durante 8 meses pela América do Sul com um amigo, foi ai então que começou a despertar o Che, obstinado, viciado em leitura, lia Freud, Karl Marx, Aldous Huxley, os filósofos socialistas: José Mariátegui e Rosa Luxemburgo, entre outros, um marxista roxo, e com a sua fé, larga tudo, a família, mãe, pai, mulher, filhos, amigos, enfim, e parte com determinação e bravura para liderar uma revolução histórica, a que resultaria na libertação de Cuba, e que marcaria também a história da humanidade.
Do grupo guerrilheiro era o melhor aluno, símbolo de luta, resistência e solidariedade, sonhava com a justiça social, altamente respeitado e até admirado pelos próprios inimigos.

Adeptos de todo país andavam quilômetros até Sierra Maestra, quartel general dos rebeldes, para aderirem a guerrilha.

Che foi um verdadeiro líder, exemplar, estava sempre alerta na linha de frente dos confrontos e quando preciso, destemido, partia loucamente em direção ao fogo inimigo para resgatar colegas baleados e ou agonizantes, sempre foi tratado como um herói, defensor ferrenho dos fracos e oprimidos.

Che não tinha descanso, quando não estava em combate, tratava dos doentes no acampamento e ainda dava aula de tiro e ensinava alguns colegas a ler e a escrever. Dizia: “Só queremos homens alfabetizados, quem não sabe ler e escrever não nos serve, são facilmente enganados.”

Sua imagem continua visível em todo lugar, tatuagens em peitos, braços, pernas de pessoas comuns e celebridades como: Gisele Bündchen, Maradona, Mike Tyson, entre outros, em pôsteres, quadros, camisetas, adesivos em carros, etc, em toda a parte do mundo, é a fotografia mais reproduzida de todos os tempos, e jamais será superada.

No momento de sua execução, o Tenente Terán, apresentava-se muito nervoso com o fuzil na mão. Mas Che o encorajou: “Fique calmo e aponte bem! Você vai matar um homem”, Terán fechou os olhos e disparou, nesse dia, 09 de outubro de 1967, na Bolívia aos 39 anos morria o guerrilheiro, e nascia o mito CHE, aliás, mais que um mito, uma divindade.

A revista veja 2088, fez algumas distorções sobre a sua verdadeira história, será porque ele era Argentino?

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

HOLOCAUSTO MUSICAL NA BAHIA

Jornal “O Quelembe” Org. Evanpar

HOLOCAUSTO MUSICAL NA BAHIA

Evangival Paranhos Manga


A música, certamente, surgiu com a finalidade de nos fazer bem, proporcionar alegria, bem-estar e bons momentos, com suas harmonias, letras decentes e inteligentes, falando de amor, bem sucedido, ou não, do cotidiano, de política, enfim, temas variados, mas sempre trilhando o caminho da decência, da informação e, sobretudo, da cultura e do respeito ao público, é um importantíssimo elemento de identificação, e também um instrumento de dominação bastante significativo e valioso.
Porém, hoje, infelizmente, constitui num dos maiores fatores de indignação e retrocesso na Bahia, e não é simplesmente porque as pessoas não entendem de música, o que vem acontecendo, ou seja, a banalização, a prostituição audiovisual musical, a baixaria que prolifera assustadoramente, e que já se conhece no sentido mais ralé e repugnante da palavra, refiro-me especificamente a música baiana ou a “baianada”, que já ultrapassou os limites da sem – vergonhice e da imoralidade.
Tudo está diretamente relacionada com a falta de vergonha de alguns artistas, (cantores e dançarinas), incompetência dos compositores em produzir coisas boas, e principalmente a falta de formação, de cultura, de educação do chamado “povão”, e por isso, são presas fáceis, vulneráveis á lavagem cerebral que a indústria da música impõe a mídia a fazer.
Já não bastasse – gang do samba, é o tchan, psirico, o troco – entre outras “Banda”leiras, as músicas – na boquinha da garrafa, segure o tchan, rala a xeca, todo enfiado, relaxa na bica – entre outras misérias que tocam por ai, e mais o desrespeito a Deus, mãe, pai, em letras pornográficas, sem conteúdo, sem contar um tal Carlinhos Brown, moleque que fica nú em praça pública e nada acontece a não ser uma multa ridícula de 220 reais.
Além desses vulgares personagens, agora outra máscara cai, e surge Ivete Sangalo, mais uma a protagonizar o holocausto musical na Bahia, sem um mínimo de decência, sem um pingo sequer de escrúpulo de moralidade, primeiro apresenta seus músicos como “fodas”, este foi o termo adotado, depois a querer comer o lobo mau, - vou te comer, vou te comer, vou te comer - com seus gestos obscenos, imorais, na mais deslavada falta de compostura – talvez até pior que a professora – ajudando a difundir ainda mais a promiscuidade da música baiana.
È revoltante chegar em casa ligar o televisor e deparar com este tipo de gente que não se respeita! Baixaria só se vê na Bahia.
Esses “artistas” baianos, os imorais, são verdadeiras obras do demônio com a missão de prostituir as pessoas de mentalidade vã.
03.02.2010